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MANUTENÇÃO PREVENTIVA = PROTEÇÃO DO INVESTIMENTO

Objetivo:

-  Reduzir custos realizados por manutenções corretivas e paradas desnecessárias de máquinas e áreas de trabalho;
-  Aplicar a Manutenção Preventiva em todos os setores da empresa, e em particular aquela dedicada aos sistemas eletrônicos e de segurança;

Uma estratégia de manutenção preventiva é fundamental para a garantia de funcionamento dos diversos equipamentos de uma edificação, seja comercial ou industrial. Além de manter os sistemas operantes, o objetivo mais evidente da manutenção voltada à prevenção reside na redução dos custos devidos por manutenções corretivas, paradas desnecessárias de máquinas e áreas de trabalho e segurança patrimonial.

Com a evolução tecnológica, a quantidade de dispositivos eletrônicos em um prédio ou planta industrial aumentou a tal ponto que o seu funcionamento tornou-se vital para a garantia de operação das instalações. Um computador parado, uma placa de CPU danificada, um controlador lógico inoperante ou um falso alarme de incêndio são fatores que podem causar a parada de linhas de produção ou até a impossibilidade de trabalho em um escritório.

Em contrapartida, o desafio de se manter estes sistemas em operação tornou-se maior na medida em que a complexidade envolvida demanda profissionais com qualificação técnica adequada. O conhecimento técnico é fundamental para o diagnóstico dos problemas e a definição da solução mais adequada e efetiva. A escolha do mantenedor do sistema é fator preponderante para a economia. Ao contrário do que se pensa, nem sempre o orçamento mais barato é o melhor custo benefício. A economia reside na eficiência com que o mantenedor executa o trabalho e em seu conhecimento do equipamento instalado.

Por analogia, podemos exemplificar a função vital exercida pela Manutenção Preventiva como a que é feita em um automóvel pela oficina mecânica autorizada aos 40 mil Km, onde peças que, por sua importância, mesmo que aparentemente em perfeito estado, são substituídas. Por exemplo, a correia sincronizadora (correia dentada), cujo valor absoluto não passa de alguns reais, porém seu valor intrínseco excede milhares de reais, pelo fato de uma falha desta peça poder representar um risco à vida, além dos danos materiais.

Além disto, alguns sistemas além de funcionais, também devem atender a regras específicas, tal como o Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio (SDAI), o qual possui recomendações de procedimentos de manutenção preventiva registradas na norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) NBR 9441 e em alguns casos, do próprio Corpo de Bombeiros da região.

Abordaremos aqui o Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio, que além de um subsistema eletrônico na edificação, possui norma ABNT que recomenda um procedimento de manutenção preventiva, e cuja garantia de funcionamento é fundamental para a PROTEÇÃO DA VIDA HUMANA.

A norma ABNT NBR9441/1998 sugere um roteiro de manutenção preventiva que abrange procedimentos mensais, trimestrais e anuais. Tais procedimentos, se executados sistematicamente, avaliarão desde se a bateria do no-break suportará a carga necessária durante uma situação de emergência na qual, por exemplo, falta a fonte primária de energia e seja necessária a evacuação das pessoas iniciada através dos sinalizadores da edificação (sirenes, flash, voz, etc.).

Outro subsistema eletro-eletrônico fundamental nestes casos é o da iluminação de emergência. A manutenção preventiva pode minimizar o risco de, quando exigido, o sistema não atuar adequadamente porque as baterias chegaram ao fim da vida útil e não foram trocadas no momento certo, ou porque algumas lâmpadas estão queimadas justamente em pontos críticos de uma rota de fuga. Também este subsistema é normatizado pela ABNT.

Nos sistemas anti-incêndio (Alarmes, sprinklers, hidrantes, detectores, portas corta fogo), a manutenção preventiva consome um mínimo de recursos, de valor conhecido, ao passo que o valor pode chegar a ser assustador, em caso de manutenção corretiva eventual.

Outros sistemas presentes nas instalações prediais são: controle de acesso, automação predial (ar-condicionado, iluminação, elevadores, escadas-rolantes, etc.), automação industrial, telefonia (PABX), entre outras. Cada um destes sistemas possui características específicas que devem contar com pessoal especializado e capacitado para a execução da manutenção.

A prática nos ensina que um sistema bem mantido proporciona a segurança preconizada em projeto, ainda que decorridos vários anos de sua implantação. Esta é a fórmula para se gastar pouco e obter o máximo dos recursos aplicados.

Fonte: Paraná em rede / Viaseg (Beatriz Panzoni) / ACI Incêndio (adaptação)

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